Está chegando a web 3.0?

Imagine-se à procura de informações sobre um livro. Inicie uma busca com algumas palavras como: onde comprar, nome do autor, gênero e quanto você dispõe em dinheiro para obtê-lo. Espere alguns segundos e pronto. O serviço irá fazer uma associação entre suas preferências, as palavras e seus respectivos significados, fornecendo-lhe um conjunto de dados exatos para a sua pesquisa. Nada de páginas irrelevantes. A Internet agora advinha o que você quer. Esse é o ideal da Web Semântica ou 3.0, que promete alargar ainda mais as discussões sobre o futuro da rede.

O projeto audacioso e polêmico tem como um dos principais idealizadores um velho conhecido do mundo virtual: o pesquisador inglês Timothy Berners-Lee − criador da Word Wide Web −, que aliado ao grupo de pesquisas W3C desenvolve, desde 2001, estudos sobre tecnologia semântica aplicando como principal elemento a linguagem XML. Com ela, seria possível ao computador compreender o sentido de cada palavra empregada nas páginas da web.

Assim como a não menos contestada Web 2.0, essa nova idéia encontra alguns obstáculos para a sua consolidação tal como pretende-se atualmente. Há quem diga que essa semântica de rede já existe. Alguns exemplos que provam essa constatação são os softwares da companhia Radar Networks (www.radarnetworks.com), o engenho de busca hakia (www.hakia.com), ou mesmo o site de e-commerce Amazon (www.amazon.com). Segundo outros especialistas, no entanto, a Web 3.0 é mais um termo fácil e lucrativo para algo que, definitivamente, ainda não existe.

Sendo ou não uma grande jogada de marketing, a web semântica promete ser, em dez anos, a terceira geração da Internet. O caminho para a aceitação demonstra ser longo e os debates incessantes. Uma das grande evidências disso é a permanente polêmica em torno da web social ou 2.0, apesar da força de sites como Orkut, YouTube e Wikipedia. Ainda não se pode afirmar com toda a precisão a eficiência desse sistema altamente inteligente almejado pelos entusiastas da nova tecnologia, mas uma coisa já é certa: todo palpite pode ser precipitado diante da versatilidade do mundo digital.


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