O e-mail em tempos de spam e Orkut

Você já se pegou pensando quantas são as suas contas de e-mail? Possivelmente muitas, mas poucas são, de fato, checadas regularmente. Assim como você, milhões de outros internautas estão vendo a relação com seu correio eletrônico ‘esfriar’ com o passar do tempo. A maioria já não dispensa mais do que alguns minutos para ler, responder e apagar tudo. O afastamento é gradual e perceptível. Inversamente proporcional e não menos notável é a quantidade de e-mails não solicitados – os spams – que chegam na caixa de entrada de muitos usuários, causando desgaste e perda de tempo.

Desde seu surgimento, bem antes da internet, o correio eletrônico demonstrou ser um serviço valioso para diminuir distâncias entre pessoas e objetivos. Razões para considerá-lo uma boa ferramenta para a transferência de informação não faltavam. A praticidade e rapidez no envio de simples recados ou comunicados formais fizeram do e-mail um aliado de empresas e usuários domésticos.

O ‘surgimento’ da web social, com suas redes de relacionamento enfraqueceu substancialmente o uso desse tipo de serviço. Dados do Ibope/NetRatings, divulgados há uma semana, ratificam essa constante. Segundo a pesquisa, o tempo que a maioria dos internautas passam em seu correio eletrônico não chega a 2 horas por mês, contra as cinco fuçando amigos e comunidades no orkut.

Porém, enquanto o uso do e-mail desaba entre os usuários residenciais, os spammers – autores de mensagens não solicitadas – comemoram o desempenho em 2007. Este foi, definitivamente, o ano do spam, segundo a compainha estadunidense Barracuda Networks, especializada em segurança de informática. De acordo com o estudo, 95% das mensagens que chegaram às caixas de entrada de internautas do mundo todo foram spam.

Com todas essas estimativas nada otimistas, torna-se evidente que este não foi um bom ano para o correio eletrônico. O fluxo de uso diminuiu relativamente e as mensagens indesejadas alcançaram índices nada animadores. Entretanto, ainda é muito cedo para se prever o fim do e-mail, tendo em vista a dependência desse serviço para a realização de cadastro em redes sociais e outros serviços na web. Porém, é cada vez mais notável que ele não é mais a principal ferramenta de comunicação entre os internautas.

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